A maioria das construction businesses não quebra por construir mal. Quebra por precificar errado. O passo que quase todo mundo pula é somar overhead e lucro antes de fechar.
A maioria das construction businesses não quebra por construir mal. Quebra por precificar errado. O contractor domina a obra, entrega com qualidade, tem cliente satisfeito, e mesmo assim o dinheiro não sobra. O gargalo não está na parede, está na planilha de preço. E quase sempre é o mesmo passo que falta: somar overhead e lucro antes de fechar.
Preço não é custo mais um número que parece bom. É custo direto, mais overhead, mais lucro. Pular qualquer uma dessas três partes é fechar a obra no vermelho sem perceber.
Todo preço saudável tem três camadas:
Se as três camadas não estão no preço, você não está vendendo a obra, está subsidiando ela.
Esta é a confusão que mais dói. Quando você soma custo direto e overhead, você chega ao ponto em que a obra empata: nem ganha, nem perde. O lucro é o que vem depois disso, e só entra se você adicionar de propósito. Uma margem líquida saudável na construção fica entre 10% e 12%. Abaixo de 5%, a empresa está em suporte de vida: ocupada, faturando, mas trabalhando de graça assim que um erro, um atraso ou um pagamento em atraso aparece.
Uma reforma com os seguintes custos diretos, uma empresa com 30% de overhead e meta de 12% de lucro:
| Componente | Valor (US$) |
|---|---|
| Materiais | 20.000 |
| Mão de obra (com burden) | 15.000 |
| Subempreiteiros | 8.000 |
| Custo direto total | 43.000 |
| Overhead (30% da receita) | 22.240 |
| Lucro (12% da receita) | 8.900 |
| Preço final da obra | 74.140 |
Repare: o custo direto é US$43 mil, mas o preço correto é US$74 mil. Quem orça "US$43 mil mais uns 15%" e cobra US$50 mil não cobriu o overhead nem separou lucro, e vai terminar a obra achando que ganhou US$7 mil quando, na verdade, perdeu. A conta que fecha usa a fórmula: custo direto dividido por (1 menos overhead menos lucro), ou seja, 43.000 ÷ 0,58.
Preço não é decisão de uma vez só. Reveja pelo menos duas vezes por ano, e mais ainda se a sua agenda está cheia por mais de quatro a seis semanas, sinal claro de que dá para cobrar mais. Precificar certo não é cobrar caro. É garantir que cada obra pague o custo de fazê-la, o custo de manter a empresa e ainda deixe lucro para você crescer. Sem isso, faturar mais só acelera o problema.
Existe uma tentação forte, principalmente em mercado apertado: baixar o preço para ganhar a obra. O problema é que preço é a única vantagem que qualquer concorrente consegue copiar em cinco minutos. Quem vence pelo menor preço entra numa corrida para o fundo, e a cada obra abre mão de um pedaço da margem que deveria financiar o crescimento. Ganha o contrato e perde a empresa aos poucos.
A saída não é cobrar caro por capricho, é justificar o preço com estrutura: contrato claro, cronograma cumprido, comunicação, garantia. O cliente que só decide por preço geralmente é o mesmo que atrasa pagamento e discute cada change order. O cliente que valoriza confiabilidade paga pelo profissional, e é com ele que a empresa cresce.
Se você reconheceu dois ou mais desses sinais, o problema quase certamente não é volume de trabalho, é preço. E a boa notícia é que preço é a variável mais rápida de corrigir: não exige contratar, comprar equipamento nem trabalhar mais. Exige apenas parar de vender a obra por menos do que ela custa para a empresa.
Em menos de 5 minutos, saiba onde a sua empresa está, o que trava o crescimento e qual é o próximo passo estruturado.
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